Balkan Insight — Jornalismo Investigativo sobre os Bálcãs e Leste Europeu
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Um tribunal da cidade de Niksic ordenou até 30 dias de prisão preventiva para o empresário Aleksandar “Aco” Djukanovic, irmão do ex-Presidente Milo Djukanovic, por suspeita de posse ilegal de armas na sequência de uma rusga policial à casa da sua família.
A polícia disse que várias armas de fogo, munições e coletes balísticos foram descobertos durante uma busca na sexta-feira passada na casa da família Djukanovic na área de Rastoci, perto de Niksic.
O juiz de instrução decidiu que a detenção era necessária devido ao risco de Djukanovic fugir da justiça. Sua defesa tem o direito de recorrer no prazo de 24 horas.
O advogado de Aco Djukanovic, Nikola Martinovic, disse na sexta-feira que algumas das armas apreendidas tinham inscrições dedicatórias e pertenciam ao irmão do seu cliente, Milo.
Ele disse que vários rifles estavam claramente ligados a Milo Djukanovic, enquanto algumas das armas pertenciam ao seu falecido pai e eram comprovadas por documentação, argumentando que não tinham ligação com Aco Djukanovic.
Djukanovic é dono do Prva Banka, uma das instituições financeiras mais controversas de Montenegro, e é amplamente considerado um dos empresários mais ricos do país.
A polícia também revistou algumas instalações do Prva Banka como parte da investigação de Djukanovic, fazendo com que o banco afirmam que a mudança foi motivada politicamente e visava “desacreditar” o banco como uma “entidade económica estável”.
O grupo de vigilância montenegrino MANS apresentou queixas criminais contra o banco no passado, buscando investigações sobre empréstimos supostamente suspeitos que concedeu.
Milo Djukanovic dominou a cena política do Montenegro durante três décadas, quer como presidente quer como primeiro-ministro, e liderou o país rumo à independência e à adesão à OTAN. Ele foi anteriormente investigado por promotores italianos por suposto contrabando de cigarros através do Adriático no final da década de 1990. As autoridades italianas desistiram do caso em 2008, alegando a sua imunidade presidencial na altura.
A mídia noticiou na semana passada que Milo Djukanovic foi interrogado pela Procuradoria Especial do Estado em uma investigação separada relacionada a relógios de luxo supostamente não declarados no valor de até 225 mil euros. As autoridades não confirmaram formalmente o processo.
📌 Fonte original: Visão dos Balcãs
Este conteúdo foi produzido e publicado originalmente pelo Visão dos Balcãs — veículo de jornalismo investigativo especializado em reportagens sobre os Bálcãs e o Leste Europeu, integrante da Rede de Jornalismo de Crime Organizado e Corrupção (OCCRP). Todo o conteúdo é propriedade da Balkan Insight e reproduzido aqui com fins jornalísticos e informativos. Para acessar o material original em inglês, acesse balkaninsight. com.