HRW — Human Rights Watch | Observatório Internacional de Direitos Humanos
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Pessoas que vivem perto de uma usina de carvão em Dimitrovgrad, Bulgária, respiram artão tóxico eles se descrevem como prisioneiros em suas próprias casas. EmLuisianaas comunidades ao longo do corredor petroquímico conhecido como Beco do Câncer enfrentam algumas das taxas de câncer mais altas dos Estados Unidos. No Uganda e na Tanzânia, os activistas que se opõem ao Oleoduto de Petróleo Bruto da África Oriental enfrentaramprisão e processo criminal por se manifestar contra a expansão dos combustíveis fósseis. Estas não são estatísticas abstratas, mas sim problemas reais de direitos humanos ligados à produção de combustíveis fósseis.
No entanto, enquanto mais de 50 governos se reúnem esta semana para aPrimeira Conferência Internacional sobre a transição para longe dos combustíveis fósseis em Santa Marta, Colômbia, estas questões de direitos estão ausentes da agenda.
A conferência, co-organizada pela Colômbia e pelos Países Baixos, surge num momento crítico. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres,avisado a nossa dependência dos combustíveis fósseis está a desestabilizar tanto o clima como a segurança global, tornando urgente uma transição justa. A recente conferência climática COP30 também terminousem uma decisão nos combustíveis fósseis, apesar dos apelos de mais de 80 países para um roteiro de eliminação progressiva.
A reunião desta semana deverá acelerar o progresso na transição. O que não deve fazer, contudo, é tratar os direitos humanos como uma reflexão tardia.
A combustão de combustíveis fósseis é um dos principais motores da poluição atmosférica, que a Organização Mundial de Saúde identifica como o principalmaior ameaça à saúde humana em todo o mundo, matando cerca desete milhões pessoas a cada ano. A marginalização dos direitos corre o risco de prejudicar as comunidades já prejudicadas pela extracção de combustíveis fósseis e pelos seus impactos devastadores.
O Tribunal Internacional de Justiçadeixou claro que os estados têm obrigações legais para proteger o sistema climático. Santa Marta deveria traduzir essas obrigações em ações. A não eliminação progressiva dos combustíveis fósseis implica os direitos à vida, à saúde, à alimentação, à água e à habitação das pessoas em todo o mundo.
Os governos de Santa Marta precisam de garantir que a transição dos combustíveis fósseis se baseia na legislação em matéria de direitos humanos e inclui o contributo das comunidades da linha da frente para ajudar a moldar os planos de eliminação progressiva. Para que a conferência seja bem sucedida, as comunidades da linha da frente devem finalmente ver os seus direitos e a sua saúde protegidos.
📌 Fonte original: Vigilância dos Direitos Humanos (HRW)
Este conteúdo foi produzido e publicado originalmente pela Vigilância dos Direitos Humanos (HRW) — organização internacional de defesa dos direitos humanos, sem fins lucrativos, com sede em Nova York (EUA). Todo o conteúdo é de propriedade da HRW e reproduzido aqui com fins jornalísticos e informativos. Para acessar o material original em inglês, acesse www.hrw.org.